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Timidez. Como melhorar sua fala em público

Pânico de palco.

É com esta descrição que alguns amigos e clientes de Coaching descrevem a sensação de ouvir seus nomes chamados para assumir o microfone. Ao invés de um convite à fala, para eles soa mais como condenação à câmara de gás.

Então o que fazer?

Não tente evitar

Em nossas carreiras, cedo ou tarde você será chamado para falar em público. Pode ser para um pequeno ou grande grupo, não importa. Tenha certeza: isso acontecerá. Simular uma diarréia (às vezes não será simulação…), fingir que não ouviu, colapsar e negar o chamado não serão boas alternativas nem para você como pessoa, muito menos como profissional. Por quê?

Primeiro, porque os momentos em que tropeçamos em nossos demônios revelam quase sempre nossos potenciais reprimidos. Colocar-se no limite da nossa competência acelera nosso aprendizado. Dá dor de barriga, eu sei, porém nos impulsiona mais adiante.

Segundo, porque tudo parece mais pavoroso em nossa imaginação, pródiga em “caprichar” nas cenas com tons de horror e tragédia. Acredite: a realidade será quase sempre mais suportável do que aquela desenhada em nossa mente, movida pela energia do pavor.

Expresse o que está sentindo

Chega a ser cativante estar diante de alguém que não esconde suas “verrugas e espinhas”. Pessoas capazes de admitirem corajosamente como estão se sentindo.

Recomendo sempre que façam isso, logo de cara, abertamente. Ao fazê-lo, estarão livres da sensação de fraude e farsa, no mesmo instante em que criarão um momento de ligação verdadeira com seus ouvintes.

Testemunhar alguém vulnerável nesses momentos nos faz lembrar da nossa própria fragilidade, dos nossos medos e do quanto precisamos de apoio e reconhecimento. O efeito será de uma natural e saudável empatia.

Não evite os olhares: procure-os

Tomados pela timidez, fugiremos do contato visual: olharemos para o nada, para o teto, para nossas mãos ou para o chão, menos para as pessoas diante de nós. Isso só aumentará a distância e a sensação de inadequação.

Minha recomendação é oposta: procure os olhares de maior cumplicidade, aqueles que silenciosamente dizem “admiro sua coragem de estar aí”, “tô com você”, “não se preocupe: tudo acabará bem”. Cuidado para não encará-las em demasia, para não ser repelido. Basta olhar em seus olhos por rápidos segundos, sem exageros, e já será suficiente para se sentir apoiado e mais confiante.

Improviso X Planejamento

Ser pego de surpresa para falar será sempre isso mesmo: ser pego de surpresa! Por este motivo, não se pode esperar grande resultado da sua fala (a menos que você se chame Abraham Lincoln).

Em situações assim, não se cobre muito e procure ser o mais breve possível. Nestes casos, o menos será mais.

Sempre que possível, recorra em seus arquivos mentais aos temas que já estão prontos e para os quais será capaz de expressar uma ideia mais articulada. Mas não espere que esta fala entre para os anais da oratória. Ademais, todos à sua volta serão testemunhas de que seu nome foi chamado de sopetão e pensarão: “ufa, ainda bem que não fui eu!”. Até terminarem este diálogo interno, você já terá finalizado seu breve discurso.

Mas note bem: na maioria das vezes, sua fala terá data e hora agendadas. Assim, terá tempo para se planejar e preparar a melhor apresentação possível. Grandes oradores ferem sua credibilidade quando suas falas carecem de dados e fatos, perdem força quando soam como papo furado e encheção de linguiça. Todavia, os tímidos tomarão mais cuidado com o que apresentarão, estarão mais atentos com a estrutura das suas ideias, até para compensar seu menor nível de autoconfiança. Resultado: serão eficazes em suas mensagens.

Enfim, terão êxito sempre que não fizerem força para parecer o que não são. Produzirão a fala das pessoas autênticas, e isso será sempre muito bem vindo!

LEMBRE-SE: CONSCIÊNCIA TRANSFORMA A REALIDADE.

ROGÉRIO CHÉR, é sócio da Empreender Vida e Carreira, autor do best-seller Empreendedorismo na Veia – um aprendizado constante e do livro Engajamento – melhores práticas de Liderança, Cultura Organizacional e Felicidade no Trabalho.

Fonte: Linkedin – Acessado em 28/08/2017 – às 20:00

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4 Dicas importantes para quem se forma

1 – Continue Estudando

A última dica do texto para os calouros foi: a faculdade não termina quando acaba. E pra começar este texto eu não poderia falar de algo diferente. A faculdade é apenas o primeiro passo de uma longa caminhada. Nos dias de hoje um diploma de faculdade não faz tanta diferença assim. Só ser formado não basta. É preciso conhecer mais, ter conteúdo e vivência. E uma boa forma de obter tudo isso é estudando. E não digo apenas para fazer uma pós, mestrado ou doutorado, mas qualquer tipo de curso ou busca de conhecimento que agregue valor para sua vida ou carreira. 

Eu, por exemplo, me formei em 2012 e ainda não fiz uma pós (tudo indica que vai ser este ano!). Mas logo depois de me formar fiz um longo curso de inglês, depois disso me formei como Técnico em Transações Imobiliárias (na época que me aventurei como corretor de imóveis) e estou sempre lendo, fazendo pequenos cursos, indo a palestras e feiras. Tudo isso vai enriquecer muito seu currículo e, principalmente, sua bagagem cultural.

E falando em estudar, existem muitas escolas online, cursos grátis e pagos, que realmente podem te ajudar (e muito). Mas não vou falar disso agora pra não tornar o texto muito extenso. Por isso você deve se cadastrar pra receber meus emails! Em breve quero abordar esse assunto e trazer dicas e oportunidades.

 

2 – Tenha experiência na área

Você chegou no fim da faculdade e não teve tempo (ou vontade) de fazer um estágio? Então a hora é agora! Dificilmente a gente sai da faculdade já num emprego ótimo, sem ter uma experiência anterior. A grande maioria das pessoas que conheci fizeram estágios durante a faculdade e quando se formaram já tinham subido de cargo ou recebido propostas melhores.

Mas, se não fez, seja lá por qual motivo, mexa-se agora! Vá em busca de estágios e vagas na área que você deseja e não desista. Realmente não é fácil.

E mais: Se você não encontra o que quer, não tenha medo de empreender! Tire da cabeça esta mentalidade de que você precisa de um emprego com carteira assinada. Faça você mesmo suas oportunidades, vá atrás do que você quer, faça do seu jeito!

Quanto mais cedo você adquirir experiência trabalhando de verdade, mais cedo você vai começar a colher os resultados.

 

3 – Não tenha medo de arriscar

E como já disse no item anterior: Não tenha medo. Se pintou uma oportunidade em outro lugar, vai! Tem uma vaga na sua área, mas está com medo de deixar o emprego formal pra se arriscar? Deixa de medo! Muitas das grandes conquistas que conseguimos em nossas vidas acontecem quando deixamos nossos medos de lado e arriscamos. 

Porém, contudo, todavia… Corra riscos calculados. Só você sabe os riscos que vale a pena correr. Se você tem um filho pra criar, por exemplo, talvez não deva arriscar tanto. Mas se você é um pequeno mancebo que acabou de sair da faculdade e não tá afim de voltar pra casa da mãe, então, vai nessa, meu filho!

 

4 – Não tenha medo de recomeçar

Aí você arriscou, mas não deu certo. Se formou e de repente parou e pensou: Nem era isso que eu queria. Ou aquela velha desculpa: Só fiz esse curso pra agradar minha família.

Se você se formou, mas por algum motivo viu que não era bem isso que você queria, comece de novo!

Nunca é tarde pra buscar seu caminho, sua felicidade! A vida é feita de finais e recomeços. Mesmo depois das noites mais escuras, o sol sempre volta a brilhar pela manhã. Com a vida acadêmica pode acontecer o mesmo. Recomece de maneira diferente, trace outros caminhos. Não tenha vergonha de chegar ao final e ver que percorreu o caminho errado. Você deve, sim, se envergonhar de ficar a vida inteira fingindo que estava no caminho certo.

Fonte: Guisantospro – Acessado em 27/08/2017 – às 18:00

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4 Dicas para você que é calouro

1 – Network. É pra isso que serve a faculdade

Tá, estou dando uma exagerada. A faculdade serve pra você aprender e se tornar apto para aquela profissão. Mas, em alguns casos, o principal mesmo é o network. Levando em conta que todos os seus colegas vão aprender as mesmas matérias da mesma forma que você, então um grande diferencial vai ser o que você conseguir criar de conexão com outras pessoas.

Por isso converse com os colegas, professores e funcionários, não seja introvertido, estude, vá na biblioteca, seminários e até no bar! Aliás, do bar já surgiram muitas ideias inovadoras e parcerias de sucesso, posso garantir!

Quando você terminar a faculdade e buscar o seu lugar no mercado de trabalho, estas conexões serão extremamente úteis. Então, se você é meio fechado, sugiro tentar mudar isso. Leia livros, faça cursos e saia do seu casulo.

Hoje vejo que eu poderia ter criado um network maior, me exposto mais, mostrado minhas habilidades e aproveitado mais este espaço multicultural da faculdade. Então, não faça como eu. Não tenha medo!

 

2 – Seja o melhor que pode ser

Agora vem aquela parte que seus pais vão adorar ler. Cara, se você está na faculdade, seja o melhor que pode ser. Estude, aprenda, faça as atividades, busque mais, vá em tudo que a faculdade oferecer. Sai dessa de ficar indo só pro bar, paquerar e levar tudo “nas coxas” até o diploma sair.

Você pode aproveitar tudo isso, mas saiba a hora de fazer. Não tenha vergonha de ser um bom aluno. Lembre-se que ser chamado de CDF porque você tira notas boas não é nenhum demérito. Coitado de quem é tão medíocre que precisa diminuir aquele que estuda e mostra o seu melhor.

Também não exagere e se torne aquele CDF chato, que só quer estudar e não consegue relaxar de vez em quando. Saiba dosar. Estude bastante, mas claro, aproveite o ambiente de faculdade, que vai te proporcionar muita coisa legal fora da aula.

 

3 – Faça intercâmbio

As melhores oportunidades de intercâmbio acontecem quando estamos na faculdade. Então comece a se planejar, veja os programas que sua faculdade oferece e se não tem muitas opções, procure na internet.Têm vários sites e até programas do governo pra isso.

Eu dei mole e não aproveitei na minha época. Me arrependo amargamente de não ter tentado achar alguma oportunidade. E depois que você se forma, o leque de opções se fecha. As opções boas e baratas são para aqueles que estão na faculdade.

 

4 – A faculdade não termina quando acaba

Mesmo depois de formado, continue fazendo parte da vida acadêmica da sua faculdade. Vá nas palestras, cursos e eventos promovidos. Visite seus antigos professores e, se possível, conhece os novos alunos. Nunca perca a oportunidade de passar seu conhecimento adiante. Isso não é para “se aparecer”, mas uma forma de ajudar outras pessoas através do seu conhecimento. A não ser que você não tenha nada a acrescentar pra ninguém. Aí fique calado!

Mas se você aproveitou sua faculdade, estudou, foi um bom aluno, conhece sobre a vida acadêmica e gosta deste ambiente, continue mantendo os laços com sua faculdade. Aproveite pra emendar um curso de extensão, uma pós ou um MBA. Se formar em uma graduação é apenas o primeiro passo de uma vida acadêmica que pode ser muito proveitosa!

Fonte: Guisantopro – Acessado em 26/08/2017 às 17:00

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O que não se deve fazer em um estágio

O que não se deve fazer em um estágio

No último dia 11 de agosto foi comemorado o dia do estudante e dei algumas dicas para aqueles que estão querendo sair do ensino médio e ir direto pra faculdade. Esta semana, neste dia 18 de agosto, comemora-se o dia do estagiário.

 

Não pergunte demais. Nem de menos.

O ideal pra tudo na vida é procurar o equilíbrio. Qualquer extremo não faz bem. Por isso, ao começar um estágio seja curioso, pergunte o que você tem dúvida sobre o trabalho, converse com colegas para obter feedback, tente aprender tudo que possa te tornar mais produtivo. Mas não exagere. Não faça perguntas sobre algo que não lhe diz respeito. Em muitas empresas existem informações mais estratégicas e confidenciais que não podem ser ditas para qualquer pessoa. Entenda isso. Quando seus colegas ou chefe começarem a dar respostas evasivas, é sinal de que você está entrando em um assunto delicado. Então, se você não é um detetive, talvez, para o bem da sua carreira, seja melhor focar em outro tipo de pergunta.

 

Não minta. Nem pra si, nem para os outros.

Não tenha vergonha de dizer que não sabe de algo. Não tenha vergonha de não ter experiência. Seja sincero. Mostre-se aberto para aprender e crescer como profissional e pessoa. Ninguém suporta um estagiário que paga de sabichão. Afinal, se você soubesse de tudo e fosse tão bom já não seria mais estagiário, não é mesmo?

Também evite mentir pra si mesmo e continuar num estágio que não te faz feliz.Pode ser o tipo de trabalho, os colegas, seja lá o que for. Se não gosta, não force. É mais fácil buscar outra oportunidade do que continuar num lugar onde você está infeliz e fazendo um péssimo trabalho. Isso pode ser visto por seus colegas e superiores e acabar fechando portas pra você no futuro.

Lembre-se: da mesma forma que você conversa com amigos pra saber a opinião deles antes de comprar um produto ou ir em determinado lugar, os patrões e recrutadores também pedem opiniões e recomendações. Portanto é sempre bom manter uma boa conduta em seu estágio.

 

Não vá a passeio.

Estágio não é colônia de férias. Ah não ser que você esteja estagiando em uma colônia de férias… Mas tá… deixa isso pra lá… o fato é que por mais que seu estágio não seja remunerado, você está lá para uma coisa bem simples: Trabalhar. Você vai empregar seu tempo e habilidade fazendo algo pela empresa e ela lhe paga em dinheiro ou com conhecimento e, principalmente, futuro networking.

Mesmo que você não ganhe dinheiro agora, faça o seu melhor trabalho. No futuro você pode ser reconhecido. Afinal, você vai trabalhar com outras pessoas, que vão ver seu esforço e se lembrarão disso no futuro. Do estagiário folgado e inerte ninguém se lembra. Mas aquele estagiário que está sempre disposto a ajudar e fazia seu melhor trabalho, este sempre fica na memória.

 

Não se esqueça de respeitar os outros, as regras, os processos… tudo!

Respeito é bom e seu chefe gosta. Todo mundo gosta, né? Por isso saiba o seu lugar e até onde você pode ir. Isso vai desde as perguntas que você pode fazer, até os lugares onde você pode ir. Algumas empresas tem regras rígidas que devem ser seguidas por todos. Uma indústria química, por exemplo, não permite a entrada de pessoas sem material de proteção em determinados locais. Por isso, não seja “distraído”. Um simples erro assim pode causar, não apenas a sua demissão, mas também acidentes.

Saiba respeitar também os limites que as outras pessoas colocam. Você está num ambiente de trabalho, não numa balada. Cuidado com as piadinhas, as conversas, os olhares. Você pode fazer amigos e criar um ambiente de trabalho mais leve. Mas saiba diferenciar a descontração do desrespeito. Portanto, jovem padawan, tenha muita sabedoria e fique ligado a sua volta pra saber quando você está saindo fora da linha.

 

Dica Bônus: Respeito não significa passividade.

Só tome cuidado pra não virar um enfeite. Respeitar é uma coisa, ficar parado como uma estátua e levantar apenas quando a água bate na bunda, aí já é outra coisa bem diferente! Faça seu trabalho, seja proativo, busque novas soluções. Aproveite a oportunidade pra mostrar que é um desperdício que você seja apenas um estagiário. Mostre para o seu chefe que ele está perdendo tempo ao não te contratar logo e, quem sabe, até te botar como gerente de qualquer coisa. Mostre que você é o cara! Mas faça isso através de ações e de um trabalho bem feito.

Encare o estágio como uma grande oportunidade. Uma excelente oportunidade de aprender mais sobre um trabalho, conhecer novas pessoas e mostrar que você será um excelente profissional no futuro e, assim, finalmente parar de ser office boy e fazer cafezinho.

 

Fonte: Linkedin – Acessado em 25/08/2017 – às 19:00

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Fiz uma entrevista de emprego e não tive retorno

Fiz uma entrevista de emprego e não tive retorno. O que devo fazer?

Essa é uma dúvida muito frequente. Sempre recebo perguntas de clientes em busca de obter esclarecimentos sobre como proceder em caso de terem participado de um processo seletivo, mas não terem obtido resposta. A questão é que eles ficam receosos de contatar o recrutador que realizou a entrevista. Por isso escolhi esse tema para abordar hoje.

Minha primeira dica para você é: aguarde. Sei que você fica ansioso para receber um retorno, mas, antes de tomar qualquer atitude, espere pelo menos quinze dias. Esse é o tempo que o headhunter costuma utilizar para fazer diversas entrevistas e se decidir por alguém que ele considere adequado para ocupar determinada posição.

Caso mais de duas semanas tenham se passado e você esteja certo de que tenha tido uma boa performance na entrevista, mas não tenha havido resposta, é possível que você faça um contato com o profissional de Recursos Humanos que está conduzindo ou já conduziu o processo seletivo.

Se este profissional tornou disponível de alguma forma o e-mail dele para você, minha sugestão é que se faça o envio de uma mensagem. Nesse e-mail, sempre de forma muito sutil, você pode dizer a ele que reitera o seu interesse na vaga pretendida. Ou seja, informe que você continua disponível para ocupar a vaga e que gostaria de saber se ela ainda está aberta.

Outra super dica: não comece a mensagem informando que participou do processo seletivo em uma determinada data, mas que não obteve retorno. Isso pode causar no recrutador a impressão de que você o está cobrando por ele não ter realizado bem o seu trabalho. Sei que é função do entrevistador lhe dar um retorno, ainda que a pessoa escolhida para ocupar a vaga não tenha sido você, mas isto pode demorar ou simplesmente não acontecer. Muitos recrutadores têm uma carga de trabalho absurda e às vezes pecam na hora de dar um retorno.

Caso não tenha recebido desse headhunter um cartão ou ele não tenha tornado o seu contato disponível, você pode procurá-lo no Linkedln. Nessa rede social, é possível realizar uma busca pelo nome e/ou cargo e encaminhar uma mensagem inbox para a pessoa. Ali você pode perguntar a ele sobre o andamento da seleção.

Nessa mensagem, procure reafirmar que você permanece interessado e disponível para ocupar a vaga. Mas atenção: não encha o inbox do recrutador de mensagens. Isso pode irritá-lo e passar uma imagem negativa sobre você, prejudicando a avaliação do seu perfil para a posição, caso ela ainda esteja aberta. Por isso, mande uma mensagem apenas e não fique insistindo.

Uma outra dúvida que surge sempre é a possibilidade de fazer contato telefônico, se essa pessoa forneceu o número a você. Muitos recrutadores não gostam de receber ligações. Inclusive porque elas podem ocorrer em momentos inoportunos. Eu, por exemplo, tenho preferência que se faça contato comigo por outros meios e não por telefone.

Uma exceção para esse caso é quando, na entrevista, o headhunter pessoalmente fornece a você o contato dele. Se você perceber que houve, naquele momento, uma abertura para isso, considere a possibilidade de fazer um contato. Em alguns casos, o próprio recrutador pede que você ligue para ele. Aí, tudo, bem, sem problemas.

Ah! Segue um exemplo para um pedido “elegante” de retorno.

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Olá Tais, tudo bem? Eu sou a Camila Mota que participou de uma entrevista com você há 2 semanas para a vaga de Consultora de Recolocação. Gostei muito do nosso bate-papo e reitero o meu interesse para fazer parte da sua equipe. Continuo disponível para futuras avaliações. Você sabe me dizer se este processo ainda está em aberto?

Grande abraço!

Camila Mota – Psicóloga Especialista em Recolocação

Tais Targa – Top Voices LinkedIn

Psicóloga, Mestre em Educação e Coach de Empregabilidade – Job Hunter. Mentora de Coaches e especialista em Otimização de LinkedIn. Seu histórico profissional engloba empresas tais como: KPMG, FIEP e Universidade Positivo. Atualmente é responsável pela TTarga Carreira e Recolocação, atuando desde 2010 nos serviços de Recolocação Profissional, Transição de Carreira e Coaching. Empreendedora digital, empresária, aficionada por redes sociais, palestrante, autora, mãe e autodidata.

 

Fonte: Linkedin – Acessado em 23/08/2017 – às 19:00

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Criar uma boa imagem para sua carreira

Como criar uma boa imagem para sua carreira

A última vez que você fez uma visita ao supermercado, parou para observar a quantidade de produtos que são ofertados para cada categoria?

Com quantas marcas de refrigerante você se deparou? E pastas de dente, quantos tipos diferentes estavam presentes na gôndola?

No mundo profissional o cenário é muito parecido. Milhares de pessoas disputam cargos e posições interessantes em empresas, e a maioria oferece os mesmos atributos: formação superior, duas línguas, especialização, experiência etc. Como se diferenciar nesse cenário tão competitivo?

Imagem

Atualmente é comum encontrar pessoas preocupadas com a imagem que desejam transmitir para a sociedade, focadas em mostrar uma vida perfeita. No geral, essa busca incessante pela “boa aparência” é considerada um exagero e até mesmo futilidade.

Contudo, a construção de uma marca positiva em um ambiente corporativo é fundamental para o profissional se destacar dentro da empresa ou até mesmo conquistar novas colocações.

Ao possuir uma reputação confiável o profissional não precisa temer comentários do chefe ou dos seus pares, contudo o comportamento no dia a dia de trabalho pode influenciar a maneira como você é visto.

Para desenvolver uma boa imagem, primeiro é preciso manter um convívio harmonioso com os colegas sem esquecer é claro dos seus próprios valores. Afinal, ninguém consegue fingir ser uma coisa que não é por muito tempo.

Abrindo portas

Cuidar da imagem abre portas na vida profissional e pessoal e pode trazer benefícios positivos, como em uma entrevista de emprego, no dia a dia de trabalho e até mesmo no futuro.

Em uma entrevista de emprego, por exemplo, as corporações avaliam não somente o currículo e as habilidades do candidato, mas também o seu comportamento durante a conversa. Principalmente, neste momento, em que a situação econômica do país está difícil, ter uma boa reputação conta na hora de garantir o emprego.

Já no ambiente de trabalho é imprescindível que o profissional tenha cuidado com as formas de se expressar e de se vestir, mantendo assim uma imagem positiva e que gere credibilidade perante os colaboradores da empresa. De acordo com a diretora, deve-se ter atenção a cultura empresarial para saber exatamente como construir uma boa imagem.

Conteúdo é importante

Executar tarefas com eficiência e ter habilidades que ajudem a empresa a conquistar bons resultados são primordiais. Tudo é uma questão de equilíbrio. Não basta construir uma imagem se não tiver conteúdo.

É preciso que as habilidades profissionais e sociais andem em paralelo, afinal a empresa necessita de um profissional completo que se adéque as constantes mudanças.

A construção de uma boa imagem pessoal e profissional está inerentemente relacionada com dois conceitos básicos: a dualidade e a credibilidade.

Dualidade

A dualidade significa que as pessoas têm ou não uma boa imagem. É construída num processo, não pode ser imposta, sendo obtida como resultado cumulativo de interações.

É composta por comportamentos, hábitos, posturas, ética, conhecimentos, habilidades e competência.

Credibilidade

A credibilidade significa que uma boa imagem pessoal passa por transmitir confiança ao cliente, a qual se vai mantendo ao longo do tempo, e que vem da consistência dos resultados com a satisfação do cliente.

Esta imagem pessoal e profissional é tanto mais importante, quanto maior for o contacto direto com clientes, por exemplo em atividades de atendimento ao público.

A nossa imagem pessoal é construída normalmente em três momentos distintos:

  • A Primeira Impressão que é formada nos três primeiros segundos;

  • A Imagem Inicial que é formada nos primeiros contactos;

  • A Imagem propriamente dita, que é aquela imagem já formada que temos que manter e melhorar.

Em seguida iremos abordar algumas considerações sobre cada uma delas.

A Primeira Impressão

Normalmente sabe-se que “ninguém tem uma segunda oportunidade de causar uma primeira boa impressão”. Estudos* atestam que são necessários somente 3 segundos, para a formação da Primeira Impressão e nesses escassos segundos, os principais factores que influenciam na formação da imagem são:

  • A Visão (conjunto da imagem) do primeiro impacto com 25%;

  • O Tom da Voz com 18%;

  • A Adequação das palavras utilizadas com 14%;

  • A Linguagem Corporal com 10%.

(*Management Institute of Tecnology – EUA – Revista Venda Mais – Dez 2001)

O interlocutor é influenciado principalmente pela aparência e pelo vestuário. Assim, no que diz respeito à aparência, o que mais chama a atenção além dos tradicionais traços de higiene pessoal, é a expressão facial. Espera-se desta expressão nos três segundos iniciais que seja de um sorriso que demonstre sinceridade.

Outros cuidados

No conjunto que compõe a expressão facial, devemos ter uma atenção especial no gênero feminino com os cabelos, que devem estar bem cuidados e penteados e no gênero masculino, para além destes, com a face, que deve estar limpa e barbeada.

Relativamente ao vestuário, o ideal é que corresponda às expectativas do interlocutor dentro dos seus conceitos de apresentação pessoal adequados ao contexto. Um profissional deve sempre optar por peças de vestuário que não constituam um elemento de distracção e não perturbem a comunicação com os interlocutores.

Se na sua empresa tiver de usar terno ou uniforme, estes deverão estar sempre impecáveis.

Tom de voz

No que diz respeito ao tom de voz, deverá utilizar um tom e velocidade da fala igual à do seu interlocutor garantindo assim a necessária sintonia.

As palavras utilizadas devem ser adequadas, o que significa principalmente a atenção no uso de palavras condizentes e pertinentes ao momento, sem erros de pronúncia, vícios de linguagem, gírias, expressões que denotem intimidade, frases feitas sem originalidade, frases em tom de anedota, ou mesmo citar um volume enorme de informações para a qual o momento não é o adequado.

Linguagem corporal

Relativamente à linguagem corporal incidimos especial atenção sobre o cumprimento social e o contacto visual. O cumprimento na nossa cultura materializa-se com um “aperto de mão”, ato que deve obedecer a algumas regras simples como:

– A mão deve ser fechada de forma firme e sem apertar;

– O braço não deve balançar mais do que três vezes e de forma natural, porém segura.

No contato visual, importantíssimo na formação da “primeira impressão”, se queremos de fato iniciar um processo de conquista da credibilidade do cliente, o olhar deve ser direto nos olhos do nosso interlocutor e ao mesmo tempo deve demonstrar segurança e seriedade, mas tendo cuidado para não parecer demasiado intrusivo.

A Imagem Inicial

A Imagem Inicial é formada no decorrer dos primeiros contatos. Partindo da premissa que causamos uma primeira impressão positiva, em seguida, no decorrer da primeira entrevista a nossa principal preocupação é deixar no final uma Imagem inicial positiva sem prejuízo, no entanto, do nosso relacionamento profissional.

Queremos que seja criada uma boa imagem pessoal e profissional, sem esquecer o nosso objetivo específico para aquela visita.

Existem no entanto alguns conselhos que podem ser úteis na promoção desta imagem inicial positiva, a saber:

  • Comportamentos: para além das regras de etiqueta social obrigatórias, existem algumas sugestões práticas que consideramos mais importantes neste momento;
  • Demonstre claramente desde o início o objetivo da sua visita;
  • Demonstre orgulho no que faz e/ou vende;
  • Mostre respeito pelo seu tempo e do cliente. · Seja educado, porém fique preparado para a marcação de outra visita ou uma reclamação se não conseguir a “atenção seletiva” necessária;
  • Hábitos: a maioria dos bons hábitos profissionais está relacionada com a educação que recebemos e portanto, tal como nas regras de etiqueta, vamos apenas lembrar de algumas situações consideradas críticas para a imagem profissional.
  1. O cumprimento do horário de trabalho, ou seja, a assiduidade e pontualidade, são fundamentais para a formação de uma boa imagem profissional.

  2. Outro hábito fundamental é o da comunicação personalizada, ou seja, usar desde a apresentação, o nome do seu interlocutor sempre que possível.

  3. Não interromper a pessoa que está a falar, por nenhum motivo.

Outras dicas

– Postura: deve ser amistosa, agradável, natural e cativante, apesar de comedida.

– Ética: Tendo sempre como referência as normas éticas da sua actividade profissional, em face a um cliente/ outro interlocutor, deve ter também em atenção aos seguintes conselhos:

  1. Não falar mal da sua concorrência, pois será mais vantajoso salientar as vantagens da sua empresa e se possível fazer com que o cliente descreva os pontos negativos das outras;

  2. Não falar mal da concorrência do cliente, pois ainda não sabe de onde ele veio e nem vai saber para onde vai no futuro, cative um aliado, esteja ele onde estiver;

  3. Ser ético respeitando as regras vigentes na empresa onde trabalha e incluindo e principalmente nas informações consideradas confidenciais.

Conhecimentos:

principalmente se for um primeiro contacto, e no caso de ter como objectivo conhecer o máximo possível do seu cliente, seja comedido em demonstrar excesso de conhecimentos, forneça informações na medida do necessário e do interesse do seu cliente, mas não queira “aparecer” como o “sabe-tudo”, pois tal atitude pode interferir negativamente na sua imagem e bloquear a concretização.

Habilidades:

é importante salientar não todas as suas habilidades, mas especificamente aquela pela qual você normalmente se sobressai, que todos comentam ser uma virtude nos primeiros contactos, o que em si cativa a pessoas. Essa habilidade é denominada de “factor único”. Descubra o seu factor único e faça uso dele principalmente nesse momento.

Competências:

são um conjunto de conhecimentos, aptidões e atitudes que harmonicamente desenvolvidas, produzem um resultado final esperado e desejado.

Finalmente e como objectivo essencial da construção da Imagem Inicial, mais do que “ser” é preciso “parecer” competente. Assim, antes do estabelecimento do contacto deve estudar a mensagem que quer transmitir, treinar e visualizar mentalmente os resultados pretendidos.

A manutenção da imagem

Uma vez que a imagem já esteja formada, devemos colocar periodicamente a nós próprios as seguintes questões:

  • Será que eu sei realmente como o meu cliente me vê?

  • Estou realmente a cumprir com todas as minhas promessas?

  • Tenho feito efectivamente o suficiente pelos meus clientes?

Se respondermos sim a todas as questões acima referidas, não temos muito que nos preocupar com a nossa imagem, ela está a ser mantida, no entanto…

Lembre-se que as indicações e referências relativas à sua empresa são influenciadas principalmente pela sua imagem. De reter também que a imagem ideal do profissional é que uma imagem de confiança perante o cliente.

Finalizando, lembramos que a Imagem Pessoal faz parte do seu Marketing Pessoal e que o mesmo se faz com clareza de objectivos, integridade, posicionamento, comprometimento, relacionamentos, conhecimento, imagem, auto-estima e motivação.

A melhoria da imagem pessoal deve ser contínua, pelo que se vai construindo com progressivas e pequenas conquistas e não apenas com uma grande conquista.

Bibliografia:

Branco, B.(2004). Megaservice – Assessoria Empresarial e da Academia do Sucesso em Vendas.www.megaservice.com.br

Fachada, M.O. (2003). Psicologia das Relações Interpessoais (1.º Volume). Ed. Rumo

Fontes:Pscologia / Catho / Tribuna do Ceará

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