Internet das Coisas – Saiba o que é e como mudará sua vida

Internet das Coisas (do inglês, Internet of Things, IoT) de uma forma bem simples: é o modo como as coisas estão conectadas e se comunicam entre si e com o usuário, através de sensores inteligentes e softwares que transmitem dados para uma rede. Como se fosse um grande sistema nervoso que possibilita a troca de informações entre dois ou mais pontos.

É uma rede de objetos físicos, veículos, prédios e outros que possuem tecnologia embarcada, sensores e conexão com rede capaz de coletar e transmitir dados.

A Internet das Coisas emergiu dos avanços de várias áreas como sistemas embarcados, microeletrônica, comunicação e sensoriamento.

De fato, a IoT tem recebido bastante atenção tanto da academia quanto da indústria, devido ao seu potencial de uso nas mais diversas áreas das atividades humanas.

Conexão

A conexão com a rede mundial de computadores viabilizará, primeiro, controlar remotamente os objetos e, segundo, permitir que os próprios objetos sejam acessados como provedores de serviços. Estas novas habilidades, dos objetos comuns, geram um grande número de oportunidades tanto no âmbito acadêmico quanto no industrial. Todavia, estas possibilidades apresentam riscos e acarretam amplos desafios técnicos e sociais.

O resultado disso é um planeta mais inteligente e responsivo.

Mas de que “coisa” estamos falando? A resposta é qualquer coisa.

Desde um relógio ou uma geladeira, até carros, máquinas, computadores e smartphones. Qualquer utensílio que você consiga imaginar pode, teoricamente, entrar para o mundo da Internet das Coisas.

Atualmente existem mais objetos na internet do que pessoas, o que nos leva a refletir sobre esse processo.

Big Data

Não podemos deixar de olhar para a área de negócios, que será igualmente afetada pela noção de Internet das Coisas. Um problema que muitas empresas irão enfrentar é a quantidade de informação que todos esses dispositivos irão produzir.

Essas empresas deverão descobrir meios de armazenar, rastrear, analisar e fazer uso dessa grande quantidade de dados.

E para fazer sentido de todos esses dados, a análise de Big Data tem papel fundamental. Se já era um assunto crítico para as empresas de todos os portes, a Internet das Coisas veio para acelerar ainda mais esse processo

Segurança e Privacidade

Quais são os desafios que a Internet das Coisas representa e como as empresas podem melhor se preparar para resolvê-los?

A maior preocupação é em relação à segurança e privacidade dos sensores usados em IoT e dos dados que eles armazenam.

E mais do que isso, a integração de dispositivos para transferir todos os dados críticos também apresenta problemas.

Com bilhões de dispositivos conectados entre si, o que as pessoas podem fazer para garantirem que suas informações irão permanecer seguras?

Alguém estará apto a hackear a sua torradeira e, assim, ganhar acesso à toda a sua rede?

Fonte: Proof

Coisas

Para tanto, faça um rápido exercício: tente se lembrar dos objetos que você usa para se conectar à internet. Smartphone, tablet, notebook, desktop. Você utiliza pelo menos um desses dispositivos, certo?

Câmeras de segurança que, por estarem on-line, permitem que uma pessoa monitore a sua casa à distância ou vigie a sua loja quando o estabelecimento está fechado.

Outro exemplo: smart TVs. Talvez você tenha uma (ou mais): com elas, você pode acessar serviços como Netflix, YouTube e Spotify de modo direto, sem ter que ligá-las ao seu PC ou smartphone.

Um marcapasso que envia informações clínicas para um médico. Uma grande fábrica que usa máquinas inteligentes em sua linha de produção.

Os televisores, computadores e Smartphone conectados dentro de sua casa. Todos esses dispositivos IoT, por serem inteligentes, possuem um endereço IP que, para os crackers, é sinônimo de porta de entrada para ataques à segurança e à privacidade.

História

O conceito surgiu, em certa medida, fruto do trabalho desenvolvido pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) Auto-ID Laboratory, recorrendo ao uso do Identificação por radiofrequência (RFID) e Wireless Sensor Networks. O objetivo foi, desde o início, criar um sistema global de registro de bens usando um sistema de numeração único chamado Electronic Product Code.

A Internet das Coisas (IoT) é um termo criado em setembro de 1999 por Kevin Ashton, um pioneiro tecnológico britânico que concebeu um sistema de sensores omnipresentes conectando o mundo físico à Internet, enquanto trabalhava em identificação por rádio frequência (RFID).

Pioneiro

O primeiro dispositivo IoT foi desenvolvido por Simon Hackett e John Romkey após um desafio imposto por Dan Lynch, presidente da Interop na época, no qual se eles conseguissem desenvolver uma torradeira que fosse ligada pela internet, o aparelho seria colocado em exposição durante a conferência de INTEROP 1990.

Motivado pelo desafio Simon Hackett e Johm Romkey conseguiram desenvolver a torradeira conectada a um computador com rede TCP / IP, vindo a ser um grande sucesso na conferência.

No entanto faltava ainda desenvolver um dispositivo que colocasse o pão na torradeira. Essa dificuldade foi superada um ano depois com a introdução de um pequeno guindaste robótico ao projeto.

Este guindaste sendo controlado pela Internet pegou a fatia de pão e a inseriu na torradeira, deixando o sistema totalmente automatizado.

Fonte: Wikipedia

Outras desafios de Segurança

Privacidade e segurança surgem como dois temas importantes trabalhados pelos monopólios do ramo que estão ligados ao das coisas inteligentes. Para se ter idéia,  a empresa de consultoria Gartner estima que mais de 20 bilhões de dispositivos IoT estarão conectados a internet ate 2020]. Já segundo a empresa de segurança virtual Kaspersky Lab existem pelo menos 7 mil amostras de malwares em dispositivos IoT.

Em setembro de 2016, o site Tecmundo noticiou o maior ataque de DDOS já registrado, utilizando dispositivos de internet das coisas, roteadores e câmeras de segurança.

Uma grande questão surge: Como as informações coletadas sem o conhecimento do cidadão poderão ser usadas, por quem e com qual objetivo.

A exemplo do que hoje é discutido quanto à internet propriamente dita, ainda não existe legislação que regule este uso, pois a velocidade do avanço tecnológico é muito maior do que a disseminação de seu uso, e até do mau uso.

Assim, sempre as leis serão concebidas a partir do desastre constituído. Mas, infelizmente, nada pode ser feito para mudar este cenário, cabendo então aos usuários serem mais comedidos quanto à introdução destas tecnologias no seio de seus lares.

Alguns exemplos de utilização prática

Agropecuária

Sensores espalhados em plantações podem dar informações bastante precisas sobre temperatura, umidade do solo, probabilidade de chuvas, velocidade do vento e outras informações essenciais para o bom rendimento do plantio. De igual forma, sensores conectados aos animais conseguem ajudar no controle do gado: um chip colocado na orelha do boi pode fazer o rastreamento do animal, informar seu histórico de vacinas e assim por diante;

Transporte público

Usuários podem saber pelo smartphone ou em telas instaladas nos pontos qual a localização de determinado ônibus. Os sensores também podem ajudar a empresa a descobrir que um veículo apresenta defeitos mecânicos, assim como saber como está o cumprimento de horários, o que indica a necessidade ou não de reforçar a frota;

Serviços públicos

Sensores em lixeiras podem ajudar a prefeitura a otimizar a coleta de lixo; já carros podem se conectar a uma central de monitoramento de trânsito para obter a melhor rota para aquele momento, assim como para ajudar o departamento de controle de tráfego a saber quais vias da cidade estão mais movimentadas naquele instante.

Alguns riscos

Imagine os transtornos que uma pessoa teria se o sistema de segurança de sua casa fosse desligado inesperadamente por conta de uma falha de software ou mesmo por uma invasão orquestrada por criminosos virtuais.

Pense, por exemplo, em uma cidade que tem todos os semáforos conectados.

O sistema de gerenciamento de trânsito controla cada um deles de modo inteligente para diminuir congestionamentos, oferecer desvios em vias bloqueadas por acidentes e criar rotas alternativas quando há grandes eventos. Se esse sistema for atacado ou falhar, o trânsito da cidade se tornará um caos em questão de minutos.

Fonte : Infowester

Tesla Motors

É o caso de aplicações práticas de computação cognitiva e inteligência artificial, que tratam da aprendizagem de máquina — ou seja, a noção de que computadores aprendem com padrões e podem antecipar resultados a partir de análises preditivas.

Essas tecnologias estão sendo exploradas por empresas de ponta, como a Tesla Motors, que tem investido em inovadores carros elétricos.

Os modelos saem de fábrica com softwares que capturam o estilo de direção dos usuários da marca e analisam esses dados para melhorar a performance dos veículos. Assim, versões do sistema são desenvolvidas e atualizadas remotamente, oferecendo mais conforto, economia de energia e segurança aos proprietários de um Tesla.

Além disso, mensagens publicitárias são enviadas — como a oferta de óleo do motor sempre que registrada uma baixa no reservatório, ou o anúncio de filtros de ar-condicionado quando há resíduos que provocam mau desempenho.

Essa interação permanente entre a inteligência que comanda o carro, o motorista e a empresa desenvolvedora permite um dinamismo que aproxima o consumidor da marca. É comum ver empresas que adotam essa linha conseguirem naturalmente fidelizar o cliente sem a necessidade de ações de marketing direto.

Carros da marca estão sendo preparados para atuar de modo autônomo. A comunicação permanente à internet ajudará o computador do veículo nas tarefas de condução.

Um exemplo: uma central poderá informar em tempo real quais vias próximas estão congestionadas e, assim, o sistema conseguirá escolher a rota mais adequada àquele momento.

Fontes diversas acessadas em 13/06/2018 – às 19:00

 

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Alexandre Queiroz é Carioca legítimo,amante de sua cidade (Rio de Janeiro), muito bem casado, amante de novas Tecnologias, Música Eletrônica, Carros, Viajar, Cachorros e etc. Este site/blog é utilizado somente para compartilhar notícias, guardar soluções próprias, dicas e sem fins lucrativos... É utilizado como hobbie e para armazenar conhecimento.

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