Pânico de palco.

É com esta descrição que alguns amigos e clientes de Coaching descrevem a sensação de ouvir seus nomes chamados para assumir o microfone. Ao invés de um convite à fala, para eles soa mais como condenação à câmara de gás.

Então o que fazer?

Não tente evitar

Em nossas carreiras, cedo ou tarde você será chamado para falar em público. Pode ser para um pequeno ou grande grupo, não importa. Tenha certeza: isso acontecerá. Simular uma diarréia (às vezes não será simulação…), fingir que não ouviu, colapsar e negar o chamado não serão boas alternativas nem para você como pessoa, muito menos como profissional. Por quê?

Primeiro, porque os momentos em que tropeçamos em nossos demônios revelam quase sempre nossos potenciais reprimidos. Colocar-se no limite da nossa competência acelera nosso aprendizado. Dá dor de barriga, eu sei, porém nos impulsiona mais adiante.

Segundo, porque tudo parece mais pavoroso em nossa imaginação, pródiga em “caprichar” nas cenas com tons de horror e tragédia. Acredite: a realidade será quase sempre mais suportável do que aquela desenhada em nossa mente, movida pela energia do pavor.

Expresse o que está sentindo

Chega a ser cativante estar diante de alguém que não esconde suas “verrugas e espinhas”. Pessoas capazes de admitirem corajosamente como estão se sentindo.

Recomendo sempre que façam isso, logo de cara, abertamente. Ao fazê-lo, estarão livres da sensação de fraude e farsa, no mesmo instante em que criarão um momento de ligação verdadeira com seus ouvintes.

Testemunhar alguém vulnerável nesses momentos nos faz lembrar da nossa própria fragilidade, dos nossos medos e do quanto precisamos de apoio e reconhecimento. O efeito será de uma natural e saudável empatia.

Não evite os olhares: procure-os

Tomados pela timidez, fugiremos do contato visual: olharemos para o nada, para o teto, para nossas mãos ou para o chão, menos para as pessoas diante de nós. Isso só aumentará a distância e a sensação de inadequação.

Minha recomendação é oposta: procure os olhares de maior cumplicidade, aqueles que silenciosamente dizem “admiro sua coragem de estar aí”, “tô com você”, “não se preocupe: tudo acabará bem”. Cuidado para não encará-las em demasia, para não ser repelido. Basta olhar em seus olhos por rápidos segundos, sem exageros, e já será suficiente para se sentir apoiado e mais confiante.

Improviso X Planejamento

Ser pego de surpresa para falar será sempre isso mesmo: ser pego de surpresa! Por este motivo, não se pode esperar grande resultado da sua fala (a menos que você se chame Abraham Lincoln).

Em situações assim, não se cobre muito e procure ser o mais breve possível. Nestes casos, o menos será mais.

Sempre que possível, recorra em seus arquivos mentais aos temas que já estão prontos e para os quais será capaz de expressar uma ideia mais articulada. Mas não espere que esta fala entre para os anais da oratória. Ademais, todos à sua volta serão testemunhas de que seu nome foi chamado de sopetão e pensarão: “ufa, ainda bem que não fui eu!”. Até terminarem este diálogo interno, você já terá finalizado seu breve discurso.

Mas note bem: na maioria das vezes, sua fala terá data e hora agendadas. Assim, terá tempo para se planejar e preparar a melhor apresentação possível. Grandes oradores ferem sua credibilidade quando suas falas carecem de dados e fatos, perdem força quando soam como papo furado e encheção de linguiça. Todavia, os tímidos tomarão mais cuidado com o que apresentarão, estarão mais atentos com a estrutura das suas ideias, até para compensar seu menor nível de autoconfiança. Resultado: serão eficazes em suas mensagens.

Enfim, terão êxito sempre que não fizerem força para parecer o que não são. Produzirão a fala das pessoas autênticas, e isso será sempre muito bem vindo!

LEMBRE-SE: CONSCIÊNCIA TRANSFORMA A REALIDADE.

ROGÉRIO CHÉR, é sócio da Empreender Vida e Carreira, autor do best-seller Empreendedorismo na Veia – um aprendizado constante e do livro Engajamento – melhores práticas de Liderança, Cultura Organizacional e Felicidade no Trabalho.

Fonte: Linkedin – Acessado em 28/08/2017 – às 20:00

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Alexandre Queiroz é Carioca legítimo,amante de sua cidade (Rio de Janeiro), muito bem casado, amante de novas Tecnologias, Música Eletrônica, Carros, Viajar, Cachorros e etc. Este site/blog é utilizado somente para compartilhar notícias, guardar soluções próprias, dicas e sem fins lucrativos... É utilizado como hobbie e para armazenar conhecimento.

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