Será que a Biometria é realmente segura?

A United Airlines anunciou esta semana que começaria a lançar a pré-seleção biométrica da Clear em seus principais aeroportos, incluindo Newark Liberty International e Houston George Bush Intercontinental. 

O sistema funciona verificando as impressões digitais de um folheto ou a digitalização dos olhos.

Clear já está disponível em cerca de 60 locais nos Estados Unidos. Ele oferece um sistema que utiliza biometria para acelerar os viajantes pré-aprovados até a frente da faixa de segurança e até mesmo antes dos folhetos da TSA Pre-Check.

A United Airlines junta-se à Delta Airlines para oferecer o serviço a pilotos – e a tecnologia da Clear também é usada em estádios e arenas participantes que exigem uma verificação de identidade para a entrada.

No entanto, a Clear é apenas uma das várias empresas a começar a desenvolver essa tecnologia de triagem biométrica, e os aeroportos já vêm enfrentando dificuldades em lidar com sistemas concorrentes, mas não compatíveis.

Atualmente, existem pelo menos 53 sistemas biométricos usados ​​apenas pelo setor de aviação e dezenas de outros setores, de acordo com o World Travel & Tourism Council. A maioria não vê olho no olho, pois seus respectivos bancos de dados não são compartilhados.

Conseguir que todos os sistemas concorrentes trabalhem juntos é apenas um dos desafios que as empresas de triagem biométrica terão que enfrentar em um futuro próximo para tornar essa tecnologia universalmente adotada como uma alternativa para a identificação tradicional.

História da Biometria

Os primeiros usos da biometria digital como meio de identificação foram associados à pré-história, mais especificamente na Babilônia. Na China, artesãos imprimiam suas digitais em vasos como forma de associar suas identidades às obras e, consequentemente, à posteridade.

No entanto, antes mesmo de confirmarem o uso real com evidências científicas quanto à legitimidade desse meio de validação, o ato de imprimir a marca da digital já era utilizado como forma de comprometimento. Na colonização inglesa da India, Sir William Herschel, radicado no distrito de Hooghly, fazia com que seus parceiros de negócios imprimissem a digital nos contratos, além de firmá-los. Ele acreditava que tal ato “assustaria todo e qualquer pensamento de repúdio à assinatura”.

Apenas em 1903 as impressões digitais começaram a ser coletadas sistematicamente para formar uma base de dados para facilitar a identificação de criminosos, em Nova York.

Passaram-se duas décadas, e a Divisão de Identificação do FBI foi criado pelo Congresso Americano, estabelecendo a prática de uma vez por todas como válida e eficiente na identificação de prisioneiros, como também de foragidos.

Em 1946, o FBI já possuía mais de 100 milhões de impressões digitais manualmente registradas em cartões de identificação.

Hoje em dia, esse sistema de identificação é completamente automatizado, cortando custos operacionais e tempo no que diz respeito à apuração dos suspeitos envolvidos em crimes.

O Sistema de Identificação Digital Automatizado (AFIS) foi criado no Japão na década de 80, para facilitar a vida de autoridades nesse sentido. Além da utilização disseminada dessa tecnologia, a biometria também pode ser realizada com outras partes do corpo – todas e quaisquer que possuírem um sistema e estrutura únicos.

Fonte: Tech News World – Acessado em 12/08/2019

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